Sistemas Hidropônicos – lã mineral e fluxo e refluxo

A lã mineral ou lã de rocha é produzida com uma mistura de carvão “coke”, basalto, argila e resíduos de sidegurgica, em alta temperatura. O processo produz um material fibroso que é transformado em tapetes

Para uso hortícola, a lã mineral deve ser tratada com surfactantes para aumentar a absorção de água e apresentar densidade adequada, provendo em torno de 97% de espaço poroso e 3% de material sólido. Pode ser encontrada na forma de cubos de propagação, tiras ou placas de cultivo, de tamanhos variados.

A lã mineral ou lã de rocha é geralmente usada por dois anos e, em seguida, descartada, decompondo-se lentamente. Suas fibras podem conter cálcio, magnésio, ferro, cobre, manganês e zinco, provenientes do material de origem, porém a solubilização desses nutrientes é muito lenta e não chega a interferir na composição da solução nutritiva. Sua capacidade de troca catiônica (CTC) é insignificante, e o pH situa-se entre 7 e 8,5. Como o material não apresenta capacidade-tampão, seu pH ajusta-se ao da solução nutritiva, tão logo a receba.

A solução nutritiva é injetada nos vasos ou canais e não retorna ao reservatório. As plantas recebem a solução por gotejamento em 3 a 10 aplicações/dia. A solução não recircula. A solução drenada não deve exceder a 8% do volume aplicado. Pode ocorrer salinização do substrato, como ocorre com a areia, sendo necessário fazer a aplicação de água pura, conforme feito para esta.

É necessário fazer a esterilização da lã mineral com vapor ou Vapan, entre cultivos. Pode ser usada até por dois anos e, depois, deve ser descartada.

Sistemas de fluxo e refluxo

Trata-se de um sistema de subirrigação para plantas envasadas. O sistema é composto por uma bancada de plástico ou fibra de vidro, tipo bandeja, com tanque coletor abaixo dessa bancada. A bancada recebe e contém a solução nutritiva, que é bombeada através de um cano, fazendo uma camada de 2 a 3 cm, que permanece nesse nível por 10 a 15 min, ou mais, até atingir a superfície do meio de cultivo contido no vaso.

A solução nutritiva retorna ao tanque coletor pela mesma tubulação. O uso de temporizador e de valvulas solenoides permite a automação do sistema. É preciso haver um filtro para impedir que resíduos cheguem ao tanque de solução nutritiva.

Como se trata de um sistema fechado, é necessário fazer o manejo da solução nutritiva, por meio do controle do pH e da condutividade elétrica, fazendo a troca da mesma com seis a oito semanas de uso.

É necessária uma rigorosa prevenção para evitar a entrada de doenças nesse sistema, especialmente quando se usam substratos convencionais. A esterilização do substrato é essencial, bem como o uso de mudas sadias.

A desinfecção das bancadas entre os cultivos pode ser feita com hipoclorito de sódio ou formaldeído. A pasteurização, o uso de ozônio ou ultravioleta podem ser facilmente adaptados a este sistema de cultivo.

Artigo visto em: http://www.cpt.com.br/

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